Ana Carolina

Biografia

Cantora, compositora, instrumentista, autora de livro, produtora, videomaker e artista plástica. Definir Ana Carolina não é tarefa fácil, nem mesmo para admiradores de mais de 12 anos, como o Cantinho da Ana.

Em 2019, completando 20 anos de carreira, Ana Carolina carrega na bagagem profissional e pessoal o talento de uma guerreira.

Filha única de Maria Aparecida de Souza, nascida em 09 de setembro de 1974 na cidade de Juiz de Fora – MG, a virginiana de sorriso doce e voz grave, possui dois irmãos por parte de pai: Selma e Fernando.

Segundo relatos de sua mãe, a música sempre esteve presente na vida da artista. Seja pelo rádio, ao som de Lupicínio Rodrigues e Geraldo Pereira (entre outros), seja pela influência de seus avós, que eram músicos. Ainda criança, já demonstrava seu talento no salão de beleza de sua mãe, quando pegava as escovas de cabelo (representando o microfone) e se apresentava para os clientes. Aos 12 anos, ganhou seu primeiro violão e como boa autodidata começou a tocar e a compor canções. Mais tarde aprendeu a tocar pandeiro, ouvindo repetidamente o disco “Olho de Peixe” de Lenine e Marcos Suzano. Aos 16 anos, Ana começa a tocar violão em bares da cidade, como no Spain, bar de um amigo.

Durante a adolescência Ana Carolina foi diagnosticada com diabetes.

O que o jovem tem em mente numa hora dessas é que sua rebeldia pode ser exercitada em vários outros âmbitos de sua vida, menos na saúde.

O impacto é forte num primeiro momento, principalmente por conta das aplicações de insulina, mas a partir do momento que aprendemos a lidar com isto, tudo fica muito rápido e corriqueiro – Ana Carolina

Carreira

No início da fase profissional conheceu Luciana David, na época estudante de Comunicação, que tornou-se sua empresária.

Surgiram convites para shows maiores, como no Teatro Municipal, com produção da atriz Zezé Motta e na abertura do concerto da Orquestra Internacional de Ray Conniff, em 97. Em certa data, um italiano chamado Máximo Pratesi foi a Juiz de Fora para convidar alguns artistas para se apresentarem em Roma. Ana foi convidada e chegou ir ao Rio de Janeiro para assinar o contrato, porém quando Máximo soube que ela era diabética não quis mais fechar negócio, pois o seguro de saúde não a aceitaria:

Fiquei triste num primeiro momento, mas depois agradeci por não ter ido, pois o fato de eu ter ficado aqui me permitiu crescer e amadurecer na música, a ponto de gravar meu primeiro disco anos depois e ser sucesso no Brasil. – Ana Carolina

Ao final de 1998, após largar a faculdade de Letras no sexto período, apresentou-se no Hipódromo Up e no Mistura Fina (tradicionais bares de lançamento de novos talentos da Zona Sul do Rio de Janeiro), e na plateia deste último estava uma outra Luciana, de sobrenome famoso: a filha de Vinícius de Moraes. A fita demo que levava consigo foi providencial. Quinze dias depois, com propostas de duas gravadoras nas mãos, Ana decide fechar contrato com a BMG, atual Sony Music. Mudou-se, então, para o Recreio dos Bandeirantes e começou a produção do seu primeiro CD, Ana Carolina, que chegou às lojas em abril do ano seguinte (1999) e, em seis meses, já era Disco de Ouro com 100 mil cópias vendidas.

Ao longo de sua carreira, Ana Carolina emplacou diversos sucessos, têm mais de 20 músicas em novelas, é recordista de vendas de CD/DVD e de músicas executadas nas rádios, ganhou diversos prêmios, fez músicas para trilhas sonoras de filmes (“Amores Possíveis” – 2001; “Meu País” – 2013, este último recebeu o prêmio de “Melhor Trilha” no Festival de Cinema de Brasília em 2011), está no hall das maiores e mais respeitadas cantoras, instrumentistas e compositoras do país, além de ter uma legião de fãs que lotam seus shows aonde quer que ela vá.

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