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Blog Cantinho da Ana
16 janeiro 2016

Saiba tudo que rolou no show Solo em Recife PE

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A agonia que começou em Outubro de 2015 terminou ontem! Três meses de espera. Sabemos que há os que nunca assistiram a um show dela, mas, para quem cria (ou pode criar) esse hábito de acompanhar os shows da Ana, três meses para assistir a um novo show pela primeira vez é praticamente uma tortura rs

Sabe aquele amargor que dá na garganta quando você é pego de surpresa por algo inesperado? Essa é mais ou menos a sensação de assistir a esse show pela primeira vez. Um amargo gostoso, de surpresa boa…

Confessamos que AMAMOS shows da Ana pela primeira vez! Por isso a agonia. Já sabíamos que seria algo muito, muito diferente de tudo o que já tínhamos visto. E foi. Muito!

Basicamente é o nada, as luzes, a fumaça, o banco, a mesinha, os copos tão companheiros quanto o violão, o microfone, e uma echarpe, preta, de pelinhos e algum glitter. Um teclado ao lado esquerdo que será ocupado pelo grande Mikael Mutti.

Todo show da Ana agora começa com o legado que seus fãs deixaram: É um prazer receber A MAIOR CANTORA DO BRASIL: ANA CAROLINA! E começa o delírio…

Ávida criadora de hábitos (que devem deixá-la confortável) entra sorrindo, senta-se e começa a cantar. Nada (além de pessoas atrasadas que passam para todos os lados ou fãs que insistem em ocupar cadeiras da frente ainda vazias discutindo com os seguranças) atrapalha a concentração de nossos olhos, ouvidos e sentidos naquela voz, nos acordes do violão. Sem outros instrumentos, sem distrações visuais, absorver Ana Carolina torna-se um prazer quase orgásmico.

A voz é linda. Sim! Linda como nunca foi. Limpa, perfeita, forte, potente, sem um deslize sequer. Nenhum! É incrível o que ela é capaz de fazer com a própria voz. A gente nem acompanhava cantando… parecia um pecado ocupar qualquer dos nossos sentidos com qualquer coisa que não fosse absorver aquele momento. O choro ia e vinha, o arrepio ia e vinha, a cara de besta também rsrs

Agora, achamos que de tudo, o que mais impressiona, é sua intimidade com aquele violão. Não parece que seus dedos o tocam, mas dali sai um som incrível. Afinado à precisão de seus ouvidos, são dedilhados de acordo com a emoção que ela calculadamente quer passar. Ela faz o que quer com ele. E nunca foi tão possível perceber a maestria de Ana como instrumentista como nesse show.

Sabemos que é muito difícil não cantar junto, não gritar, não se expressar em um show dela. Mas, esse em especial, merece silêncio e concentração absolutos. Sentar e observá-la cantando daquela forma é quase um passeio pelos grandes museus do mundo, onde se pode sentar em frente a uma obra de arte e simplesmente deleitar-se com ela.

Ela fala muito nesse show. Fala! Pra caramba! Brinca, pra caramba… “Tá” palhacita kkkkkkkk Esta afiada, sarcástica com os problemas que o Brasil vem enfrentando. Mas, também está romântica, emocionada, delicada… Tem textos também… Foda! É um festival inteiro em um único show. Digno de registro (diga-se de passagem).

Houve momentos em que a plateia foi o show. Cantaram lindamente com ela seus grandes sucessos… Gritaram de tudo. Confessamos que, muitas vezes, o desejo foi de gritar “BRAVO!” como se faz após apresentações de orquestras, porque foi magistral. Mas, os “GOSTOSA”, “MARAVILHOSA”, “CASA COMIGO” ainda estavam lá rsrs E como não estar, gente? Dá vontade de levar essa criatura pra casa…

Foi legal (e deu uma peninha) ver o segurança de costas para o palco sorrindo e cantando as canções dela… Ana Carolina é um acontecimento que abarca a todos! Ninguém sai ileso!

Um dos pontos altos do show, pra variar, é a hora em que ela canta “Coração Selvagem”. Um dos poucos momentos em que está de pé, quando Mikael faz as honras instrumentais. Depois de dar uma zoada básica com o sumiço do grande Belchior, ela muda o “Dial” do rádio da comédia pra emoção profunda e solta a voz de uma forma quase indecente… A gente mal consegue se conter na poltrona… Dá um negócio por dentro, não dá pra explicar… Pra que isso, gente? Qual o objetivo? Desestruturar os seres humanos? Só pode! É uma catarse! Um troço. Pronto. Sei lá! Não temos mais adjetivo pra explicar. Tem que assistir. Alô, JOÃO PESSOA! É HOJE!!! Ainda tá em tempo… Se há alguma dúvida, corre e compra logo o ingresso.

Uma observação muito pessoal nossa são as mãos dela rsrs Fetichezinho, né, gente? Rsrs Porque a Ana é um conjunto de coisas. Ela não é um todo. É um conjunto de coisinhas lindinhas… Às vezes não combinam entre si, mas fazem sentido como conjunto hahaha e descrevem tão bem quem ela é que é aí que reside a graça da coisa.

O cabelão é sempre cabelão. Há muitos anos, desde sempre… O preto básico às vezes só é interrompido por uma ou outra blusa com um pouco mais de brilho. Sempre tem um brilhinho… No echarpe, na blusa… O sapato, salvo raríssimas vezes, é aquele bem masculino… tem que ser forte, porque ela soca o bico, soca o salto hahahaha *-*  Às vezes rola um anelzinho (ou anelzão), uma pulseirinha (ou pulseirão), os óculos que andam mais permanentes que há algum tempo (até pra gente rsrs), mas as mãos… O que ela faz naquelas mãos? São as mesmas desde 1974 rsrs Lindas, branquinhas, de menina… Então, é conjunto, gente. Porque nada combina com nada e tudo faz sentido em conjunto. Mas, ela é um ser para se observar no detalhe e sentir como um todo. Bom demais!

Masss, como nem tudo são flores, ao final do show, durante o BIS em que ela canta a tão desejada “É isso aí”, a altura do palco e a segurança frouxa foram, mais uma vez, um convite àqueles que não conseguem se conter e querem tocar, abraçar, trocar o mesmo espaço físico que seu objeto de desejo. E, pra variar, foi uma desgraça.

Desculpa, gente. Nunca, jamais iremos apoiar esse tipo de atitude. Não há justificativa NENHUMA para se invadir o espaço de trabalho do artista dessa forma. E, pelo amor de Deus, não me venham com esse argumento falido de que “se ela abrisse camarim as pessoas não precisariam fazer isso”… Isso NÃO EXISTE!

Ela estava observando as pessoas ali na beira do palco em um momento que é querido para ela, quando pode ver os rostos, pegar os “breguetes” luminosos, recolher os presentes, CONFIANDO que todos terão bom senso de comportar-se mesmo em um palco tão baixo. E vem um, dois, três que estragam tudo. E ainda sai pulando e comemorando… Comemorando o que, cara pálida? Foi ridículo! Papelão ridículo!

E aí para cada fã aparecem dois seguranças e o Tibúrcio (fiel escudeiro que cuida da Ana com o cuidado de quem protege uma filha e, invariavelmente vai querer retirá-la do meio daquela confusão, e ele ESTÁ CERTO!). Ela estava ainda abismada com algum presente que um dos fãs estava mostrando (acho que um colar pelo tipo de caixa) e estava com um olhar de espanto e admiração quando foi literalmente atacada por trás por alguém que simplesmente esquece que ela é uma só e nós somos muitos, centenas, milhares, milhões… Como alguém espera, em sã consciência que ela consiga atender a todos, dar a atenção que cada um quer do seu jeito. Não dá, cara! Desculpem! Nunca vai dar! E a cada episódio lamentável desse as generalizações aumentam (fã é isso aí, todo fã é maluco, todo fã é inconsequente… e por aí vai).

A música interrompeu-se, as luzes se acenderam e ela saiu do palco. Se ajeitando, avaliando os prejuízos… Uma pessoal que está plugada com pontos de ouvido, aparelhos de ligar no violão, toda profissionalmente preparada para aquele momento… E não para ser agarrada e derrubada, arranhada… pelo amor de Deus…

Alguns minutos depois o teatro avisa que ela vai voltar em cinco minutos. Nós não voltaríamos, mas essa é a Ana Carolina. Por incrível que pareça ela entende esse furor. Ela perdoa e segue em frente. Fazer o que?

Voltou, cantou a música toda, voltou lá no colar, pegou os presentes, chegou perto da galera, e concluiu o espetáculo que teria sido PERFEITO não fosse pelo episódio desagradável proporcionado por 3 indivíduos SEM NOÇÃO!!!

Sabemos que não temos nada a ver com isso, e, após 9 anos de estrada temos certeza que a imensa maioria de seus fãs, Ana, não apoia esse tipo de atitude. Pedimos desculpas pela vergonha alheia. Esse tipo de atitude, de invasão, de desrespeito, definitivamente não nos representa. Respeitar seu espaço, suas decisões pessoais e artísticas SEMPRE FOI e SEMPRE SERÁ condição primordial para nós.

Parabéns por mais esse show incrível! Deus preserve sua saúde, sua inspiração, sua força de trabalhar de forma tão incrível por nós, e lhe encha de satisfação, prazer, orgulho do que faz. Seja feliz, branquinha! Nos vemos mais tarde em João Pessoa!

Texto e Fotos: Sara Souza

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