Biografia | Carreira

ana-carolina-biografia-e-carreiraAna Carolina de Souza nasceu em Juiz de Fora/MG, em 09/09/1974. É virginiana, com ascendente em Peixes e Lua em Gêmeos.

Filha única de Aparecida de Souza, perdeu o pai (que morreu de trombose) aos dois meses de idade e tem por parte de pai uma irmã, Selma, 14 anos mais velha.

A música sempre esteve presente na vida da menina: sua avó Dilma cantava em rádio, seu avô cantava em igreja e os tios-avós eram músicos (tocavam percussão, piano, violoncelo e violino). Cresceu ouvindo os vinis de sua mãe e o rádio, que estava sempre ligado e era o item mais importante da casa. A menina que recebia uma “semanada” gastava seu dinheiro comprando um vinil diferente por semana, que ouvia na sua vitrola no quarto.

Dalva de Oliveira, Cartola, Lupicínio Rodrigues, Geraldo Pereira (também juiz-forano) foram grandes influencias para Ana, que já em criança fazia “shows” no salão de cabeleireiro da mãe, subindo nas cadeiras e cantava usando rolos de cabelos como microfone.

Aos 12 anos ganhou da mãe seu primeiro violão, aprendendo sozinha a tocar o instrumento, tentando tirar os acordes de um dos seus grandes ídolos: João Bosco. Como boa autoditada, aos 19 anos, aprendeu também a tocar pandeiro, ouvindo incessantemente o disco “Olho de Peixe” de Lenine e Marcos Suzano.

Com 16 anos foi diagnosticada com diabetes, após emagrecer 6 Kg repentinamente, ter enjoos e depois de, numa noite de sábado, ser internada, descobriu a doença quando sua glicemia chegou a 600. Em uma época de rebeldia e instabilidade jovem, Ana teve uma atitude tipicamente adulta: “O que o jovem tem em mente numa hora dessas é que sua rebeldia pode ser exercitada em vários outros âmbitos de sua vida, menos na saúde. O impacto é forte num primeiro momento, principalmente por conta das aplicações de insulina, mas a partir do momento que aprendemos a lidar com isso, tudo fica muito rápido e corriqueiro.” conta.

Foi também aos 16 anos que Ana começou a tocar num barzinho de um amigo, o Spain, após a mãe sofrer um enfarte e ficar um tempo internada. Não demorou muito para que o bar ficasse lotado para assisti-la, ao ponto do dono do bar vizinho, o Mezanino, a chamasse para tocar lá também. Quando deu por si, Ana já estava levando o seu público de um bar para outro e tirando da música o seu sustento. Como ela mesma diz: “desde que comecei a cantar e a tocar nunca passei fome”.cantora-ana-carolina-site-fa-clube-oficial

Sua vida profissional se iniciou aos 18 anos, ao conhecer Luciana David, àquela época uma estudante de Comunicação, que gostou do que ouviu e se tornou sua empresária. Para variar, surgiram convites de mais bares nas cidades vizinhas e lá iam elas a bordo de uma boa e velha Parati.

Vieram convites para shows maiores, como um no Teatro Municipal com produção da atriz Zezé Motta e a abertura do concerto da Orquestra Internacional de Ray Conniff, em 97. Em certa data, um italiano chamado Máximo Pratesi foi a Juiz de Fora para convidar alguns artistas para se apresentarem em Roma. Ana foi convidada e chegou a ir ao Rio de Janeiro para assinar o contrato, porém quando Máximo soube que ela era diabética, o empresário não quis mais fechar negócio, pois o seguro de saúde não a aceitaria;
Fiquei triste num primeiro momento, mas depois agradeci por não ter ido, pois o fato de eu ter ficado aqui me permitiu crescer e amadurecer na música, a ponto de gravar meu primeiro disco anos depois e ser sucesso no Brasil”.

Depois de um dos muitos shows em Belo Horizonte, um rapaz chegou ao camarim com a letra de uma música, que compôs enquanto a assistia. Ele era o compositor gaúcho Antonio Villeroy e se tornaria um dos seus melhores amigos e parceiros, a música era “Garganta“, traduzia muito bem sua personalidade e seria seu primeiro sucesso. “Depois me lembrei de que conhecia Totonho, eu tinha ido a um show dele no Rio, no Mistura Fina, e adorei, tanto que comprei os dois discos independentes dele”, lembra ela.IMG_0895

Em fins de 98, após largar a faculdade de Letras no sexto período, num capítulo decisivo para dar uma guinada nos rumos dessa sua biografia, apresentou-se no Hipódromo e no famigerado bar Mistura Fina, e na plateia deste último estava uma outra Luciana, de sobrenome famoso: a filha de Vinícius de Moraes. Uma fita demo nas mãos da moça bastaria. Depois de quinze dias, com propostas de duas gravadoras acumuladas nas mãos, Ana já estava sentada assinando com a BMG, atual Sony Music. Mudou-se imediatamente para o Recreio dos Bandeirantes, e começou a produção do seu primeiro CD, Ana Carolina, que chegou às lojas em abril do ano seguinte e, em seis meses, já era Disco de Ouro com 100 mil cópias vendidas.

Ao longo desses 17 anos de carreira, Ana Carolina emplacou diversos sucessos, têm mais de 25 músicas em novelas, é recordista de vendas de CD/DVD e de músicas executadas nas rádios, ganhou diversos prêmios, fez músicas para trilhas sonoras de filmes (“Amores Possíveis” – 2001; “Meu País” – 2010, este último recebeu o prêmio de “Melhor Trilha” no Festival de Cinema de Brasília em 2011), está no Hall das maiores e mais respeitadas cantoras, instrumentistas e compositoras do país, além de ter uma legião de fãs que lotam seus shows aonde quer que ela vá.

A artista vem mostrando uma outra faceta de sua versatilidade, filmando, dirigindo e editando os vídeos de suas mais recentes canções, como: Pole Dance e “Leveza de Valsa” (parceria com Guinga), que integraram o CD da artista: #AC (o primeiro de inéditas após 4 anos), lançado em Junho/2013. Numa outra demonstração de inovação na carreira, Ana Carolina disponibilizou para venda, na íntegra, seu álbum, #AC, no iTunes, antes de chegarem às lojas, sendo a primeira artista no Brasil a fazê-lo.

A turnê #AC apresentou-se em diversos Estados do Brasil, além de ter marcado presença em Angola e Portugal.

Artista Plástica

Ana Carolina, em sua faceta artista plástica em “Ensaio de Cores | Outras Cores” trouxe novos trabalhos produzidos, ao longo de 2015, que ajudaram aos admiradores dessa artista completa à desvelar novas facetas de seu comportamento em outras formas de expressão.

ana carolina outras cores cantinho da anaEstudei com Kate Van Scherpenberg e me dediquei totalmente. Ao longo do tempo, fui inventando minhas próprias técnicas. Com a ajuda de marceneiros, criamos rolos de mão com tamanhos diferenciados, tábuas com ranhuras específicas para interferências, fui descobrindo tecidos para efeitos, vários tipos de colas, sprays, carvão, pigmentos, betume e outros artefatos. Atualmente pinto com as lonas no chão, vivo sobre as telas durante dias e dias e é muito salutar, é quase um modo de vida. Removi todos os móveis da minha sala, coloquei lonas em todos os lugares, passo dias ouvindo música e pintando. Dessa forma me sinto mais viva, me relacionando com um outro tipo de arte, com uma nova maneira de me comunicar .”

Destaque Internacional

Estampando o caderno “Arts & Entertainment” do “The Wall Street Journal” ilustrando matéria sobre o Festival Lusófono, promovido pelo World Music Institute, Ana Carolina participou como representante dos artistas de Países de Língua Portuguesa.

Grammy Latino 

Ana participou da premiação do Grammy Latino. Ora dividindo o palco com Seu Jorge cantando “A distância”, em homenagem à Roberto Carlos – Personalidade do ano de 2015, ora apresentando a entrega de prêmios.

Turnê Solo em 2015 – 2016

Ana Carolina retoma os tempos de Voz e Violão, tendo, no palco, somente a companhia de Mikael Mutti em seus eletrônicos e teclado. Um show muito desejado por seus admiradores de longa data, onde a artista mescla seu próprio trabalho com canções de outros grandes ídolos (como Chico Buarque, Djavan, João Bosco, Caetano Veloso, Lupicínio Rodrigues, entre outros).

 

Por Letícia Albuquerque e Sara Souza | Cantinho da Ana

Quer Saber // Ana Carolina - Projeto Dorflex Music
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  5. Coração Selvagem – #AC 2015 // Ana Carolina - #AC - Duplo
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